domingo, 13 de junho de 2010

A história do dia doze de junho


Hoje é dia doze de junho, o famoso dia dos namorados, e eu estou aqui sozinha na estação de trem, a observar um casal se despedindo.
Eu conseguir ver e ouvir tudo, primeiro eles deram um longo beijo apaixonado, as lágrimas se misturavam nos seus lábios.
Ela dizia o quanto ia sentir saudade dele, se não tinha jeito de ele ficar.
Ele a apertava cada vez mais forte e dizia que não era escolha dele, dizia também para ela não se preocupar, que ele ia dar um jeito para eles ficarem juntos.
Você se lembra do nosso lema não é, ele sussurrava no ouvido dela, e os dois disseram juntos "o nosso amor é como o vento, não posso ver, mas posso sentir".
As lágrimas perduraram por mais alguns minutos, entre beijos, abraços e recordações.
O trem dele estava à espera, prestes a partir, e como algemas que juntavam as duas mãos eles permaneciam, sem se soltar, eles tentavam mais não conseguiam, era um amor tão forte, tão grande, que parecia até cena de filme, mais era tudo real e eu estava presenciando cada ato, cada frase deles.
Por fim quando eles conseguiram se soltar, ele correu para a janela mais próxima do seu vagão e gritou “Por onde quer que eu vá vou te levar pra sempre", em seguida soltou um beijo ao vento, que ela pegou e guardou no seu coração, como o tesouro mais precioso do mundo.
A história desse casal me comoveu, por isso escrevi essa história, voltei várias vezes a estação de trem para ver se encontrava o casal, mais já se passaram seis meses e nada, talvez eu tivesse chegado tarde demais para ver, ou então eles ainda estão a se amar cada um de uma cidade.
Mais essas são só algumas suposições, não sei o que aconteceu depois, por isso o fim da minha história acaba sem um final feliz, acaba com um casal a chorar, sem querer se separar.

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Texto feito para as edições visual, musical e conto/história do bloínques.
Essa história é totalmente fictícia, não sou eu a personagem principal, eu me consideraria como a narradora, não que eu já tenha visto essa cena, mais porque a história passou pela minha cabeça e eu narrei.

10 comentários:

  1. Muito bem narrado. Já vi esta cena tantas vezes. Já fui a leitora, a narradora e a protogonista ao mesmo tempo. Hoje sou apenas a ouvinte.

    Lindo!

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  2. Meu Deus, que liindo *-*
    as vezes o amor se torna tão forte!

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  3. Nossa, bem envolvente, às vezes etir é o que importa não?

    Beijos, Alessandra.

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  4. aaaaaaaaaaah, que lindo *-*
    muito bem narrado, parece que a gente tá realmente vivenciando a cena :)

    parabéns e boa sorte :*

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  5. Se é amor de verdade, eles ficarão juntos, nem que seja um no coração do outro. ameeeeei! *-*

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  6. Origada pela visita em meu blog.. e parabéns pelo texto.. lindo!!

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  7. Obrigado pela visita também e pelo comentário

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