domingo, 2 de maio de 2010

Nossas próprias escolhas,sorte ou será destino?


Texto para a edição visual e a edição conto/história do bloínquês.

Mariana tinha quinze anos e tudo o que ela presenciou foi a morte dos avôs, seguida pela morte da mãe, a única pessoa que restara na sua vida foi o seu pai, mas esse nunca ligou muito para a família, vivia nos bares
da esquina.
Depois da morte da minha mãe, ele usou a desculpa de que não podia viver sem a mulher, e que se o destino a levou, a vida dele não teria mais sentido,ele usou isso para passar ainda mais tempo bebendo.
A segunda coisa a ser presenciada foi a traição da garota que ela achava ser a sua melhor amiga.
Depois de ver a sua melhor amiga com o garoto que ela gostava desde a quarta série, ela resolveu estudar em uma escola pública.
Outro motivo para que Mariana estudasse na escola pública foi a falta de pagamento da escola, já que seu pai não tinha mas dinheiro nem para pagar a conta do bar.
Mariana não estava mais aguentando aquela vida, as perdas, as agressões que agora ela sofria em casa, e as piadinhas que Catarina, a garota que ela achava ser sua melhor amiga fazia toda fez que ela passava a caminho da nova escola.
"Seu pai gastou todo o dinheiro com bebida e não tem dinheiro para pagar a escola, e ainda te bate.
Você é mesmo uma idiota, nunca mereceu ser minha amiga, passa logo seu saco de pancadas “_ Catarina gritava todos os dias para que todos ouvissem.
Mariana passou por essa situação durante dez meses, até que ela se cansou, não sabia o que iria fazer ainda para acabar com todo aquele sofrimento, mas ela esperava que o destino tomasse conta de tudo.
Passaram-se mais dois meses e Mariana ainda não tinha decidido como acabar com todo aquele sofrimento.
Na ida para escola ela decidiu seguir caminho por uma trilha que dava nos fundos da escola, assim não seria motivo de piadas como todos os dias, ela caminhou por quinze minutos até que tropeçou em algo.
Ela havia tropeçado no destino e dois caminhos foram abertos para Mariana.
O primeiro objeto que ela encontrou no chão foi uma arma, ela logo pensou que seu destino seria se matar, acabar com a sua vida antes mesmo de completar maior idade.
O segundo objeto foi um jornal, colado em uma das páginas tinha um panfleto, onde falava de uma ONG que ajudava adolescentes sem rumo, que sofriam agressões em casa.
Mariana tinha dois caminhos, ela poderia escolher a sua própria sorte naquele momento, morrer ou tentar uma nova vida.
Ela escolheu se matar mais faltou a coragem de apertar o gatilho, o panfleto saiu voando e pousou perto dos seus pés, ela largou a arma e pegou o papel.
"Talvez me matar não seja o meu destino.” _ Mariana pensou, escolhendo então o segundo caminho.
Mariana teve dois caminhos para escolher, ela escolheu o segundo, agora ela vive feliz na ONG, mas quando todos a perguntam sobre o assunto a resposta é a mesma.
"Não foi sorte, eu não escolhi o meu caminho, foi o destino que me trouxe aqui.” _ ela responde todas às vezes.

P.S. As vezes os caminhos são abertos para nós, a sorte é lançada para que a escolha certa ou não seja feita, mas sempre preferimos deixar a culpa ou os privilégios para o destino.
Mas na minha opinião não é o destino que nós faz seguir os caminhos, mas sim a escolha que cada um temos o direito e a liberdade de fazer.


5 comentários:

  1. adorei! infelizmente muitas meninas passam por situações parecidas, mas cada um têm escolhas a fazer, e são as escolhas qe nos fazem ser quem somos

    beijinhos ;*

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  2. gostei do seu jeito de escrever ;p
    ah, tá lindo seu blog!
    beijinhos

    ps- se puder, visita e comenta ;p

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  3. Luísa obrigado pela visita e pelo comentário.
    Mah que bom gostou, obrigado, vou visitar seu blog sim.
    bjsss para as duas.

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  4. Muito lindo o texto, boa sorte.
    www.menina-normal.blogspot.com

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