quarta-feira, 28 de abril de 2010

Aparência

Foto retirada do Flickr.
Post para o projeto mil palavras e para o bloínquês.
Talvez eu passe um tempo longe da cidade (trecho da música confesso - Ana Carolina).

Em uma conversa séria com a avó Jeferson lhe confessa algo, talvez essa seja a última conversa e a última confissão que ele fará a sua querida avó.
A conversa a seguir pode surpreender alguém.
E as confissões mudar tudo o que essa imagem lhe retrata.
_ Vovó preciso lhe confessar algo muito sério._ Jeferson disse mostrando grande seriedade.
_Pode falar meu neto querido._ ela falou com a voz doce de sempre.
_ Eu não sou durão como todos pensam._ ele disse de cabeça baixa.
_ Você pensa que sua velha não sabe disso?_ ela disse rindo, achando que a conversa não tinha nada de sério.
_ O jeito que você usa esse cabelo e essas roupas, que escondem a maravilha que você é._ dona Joana sabia muito bem do que estava falando, ela havia criado o seu neto e sabia que ele era bom.
_ Vovó, talvez eu passe um tempo longe da cidade._ Jeferson em fim tomou coragem para dizer do que se tratava realmente a conversa.
_ Mas porque vai fazer essa tolice?_ a avó perguntou ríspida, puxando a orelha do neto com tanta força que poderia arrancar fora.
_ Mesmo depois que fui inocentado da morte da Natália, todos me olham diferente, como se eu fosse o culpado, me tratam diferente dos outros até na faculdade._ ele disse lamentando o motivo pelo qual ele teria que partir.
_ Querido, eu tenho uma confissão para te fazer._ dona Joana disse, emudecendo em seguida, uns cinco minutos se passaram, até que o silêncio foi quebrado.
_Diga-me._ Jeferson a encorajou a falar.
_ Eu sei que não foi você que matou a sua ex-namorada, porque fui eu que acabei com a vida da Natália, a mania de grandeza dela acabou com o namoro de vocês, transformando você em uma pessoa que não é, veja só o seu cabelo, a sua roupa, e essa cerveja em sua mão, você nunca bebeu a essa hora da manhã._ ela contou toda a verdade ao neto, por longos minutos ela ficou a falar, sem deixar que Jeferson falasse nada, até que ele enfim a interrompeu, sem saber quais seriam as suas próximas palavras.
_ Eu não posso acreditar que a minha avó fez isso, veja só para o seu jeito, essas roupas, o cabelo tão bem alinhado, ninguém poderia imaginar, nem mesmo eu que sou seu neto._ ele disse, mostrando a tamanha surpresa que essa confissão havia sido.
Depois de conversas e confissões, permaneceram no banco da praça neto e avó lado a lado, sem saber o que fazer; sem ter mais palavras para dizer.

Quando falei que a conversa surpreenderia e as confissões mudariam a opinião que todos tirariam antes mesmo de ler a história, eu me referia à foto.
Muitos poderiam achar que Jeferson era um criminoso pelo jeito de se vestir, e que a avó dele era só uma doce senhora envergonhada de ter um neto como ele.
Até onde vai o preconceito das pessoas?
Será mesmo que o jeito que nós vestimos, falamos ou até mesmo o jeito que usamos o cabelo, descreve realmente o que somos?
Porque os seres humanos julgam as pessoas pela aparência, sem ao menos conhecê-las antes?


4 comentários:

  1. Olá amiga

    Não se deve tirar conclusões precipitadas.
    Estou tentando colocar minha correspondência em dia. O mais importante é que consegui chegar aqui.

    Bjo

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  2. Que bom conseguiu amiga.
    É sempre uma honra ter a sua visita, volte sempre que quiser.bjss

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  3. É ,as pessoas costumam jugar pela aparência e isso é uma atitude ridícula;e mesmo as pessoas que avaliam outras pela personalidade têm essa besteira de a primeira impressão é a que fica,antes de conhecer melhor a pessoa em questão
    belo post

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  4. Obrigado primo.
    é muito rídiculo mesmo julgar e ficar com a primeira impressão antes de conhecer as pessoas direito.

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