sábado, 10 de abril de 2010

12ª edição visual bloínquês


Eu me sentia completamente estranha naquele lugar que não era o meu mundo.
Um lugar que para mim era estranho, por ser diferente de todos os outros lugares.
Imagine a menina que sonhava em morar em Paris, que fazia inúmeras viagens para Madri e Nova Iorque e agora se via morando em uma fazenda, nem era uma fazenda, na verdade era um pequeno sítio.
Meu mundo caiu quando a empresa de meu pai faliu e junto com ele foi todos os meus sonhos, minha popularidade, toda a minha vida social estava perdida.
Já havia se passado dois meses desde que tive que vim morar aqui, nesse lugarzinho que é menor que um acampamento de férias; e eu só tinha um amigo, o único que me tratou diferente dos outros, que conseguiu me entender, sem me achar estranha, mais eu estraguei tudo, talvez todos tenham razão as pessoas da cidade são realmente estranhas por não darem valor ao que realmente importa.
Eu estava tão triste com as viagens que perdi, com as pessoas caçoando de mim, que quando ele me pediu para ter calma eu gritei para que todos ouvissem " VAI CAPINAR, NÃO É ESSA A ÚNICA COISA QUE VOCÊS IDIOTAS SABEM FAZER".
Depois disso sai correndo chorando, e por incrível que pareça agora a minha tristeza era por ter perdido o meu único amigo, agora eu estava realmente sozinha.
Liguei para a casa dele várias vezes, deixei milhares de mensagens no celular e ele não me deu resposta, então eu decidir que iria me isolar de vez no mesmo rio em que o conheci eu iria aprender a ser sozinha.
Todos os dias eu ia chorar em frente o rio, me lembrava dos momentos em que ele me acolheu nos seus braços, me lembrei que já tinha uma semana que eu não o via; que ele não ia para a escola.
"Agora eu estou sozinha nesse lugarzinho” _ eu pensei, lágrimas corriam nos meus olhos, gritos mudos saiam da minha garganta, eu esmurrava o chão com tanta força que fiz um buraco na terra.
"BURRA, BURRA"._ eu gritava só para me destruir ainda mais.
“Vem comigo, eu te perdôo” _ eu o ouvir dizer, mas pensei que era só o que eu queria ouvir, que era ilusão.
Eu levantei para me certificar de que tudo era uma ilusão, e ele pegou na minha mão e disse, “senti falta das nossas tardes aqui".
Era ele, a mão dele, a voz dele, não era ilusão, era o meu amigo que veio me buscar, que me perdoou, e que me fez ser feliz de novo.
Ficamos ali sorrindo como bobos, apertando as mãos por um longo momento, eu não queria esquecer como a mão dele era quentinha, como o sorriso dele era lindo.
Eu não queria esquecer, porque se eu me esquecesse podia perdê-lo de novo, e eu não queria, porque mais que morar em Paris ou viajar para Madri, eu queria está ali ao lado dele, era tudo o que eu precisava agora.
Dele e de mais nada, só ele poderia me fazer feliz.

3 comentários:

  1. Adorei a história. Vc poderia transformá-lo em um livro! Sucesso sempre! Vc tem potencial!
    Bjos

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  2. Ah, adorei *-*
    boa sorte na competição
    e obrigada pelas visitas :)

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  3. Obrigado pelos comentários.
    Quem sabe eu faça um livro dessa história e espero que eu tenha sorte.bjss

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