quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

As cartas que eu não mando


"Guardo para te dar/ 
As cartas que eu não mando/ 
Conto por contar/ 
E deixo em algum canto"

Antes de te conhecer eu já escrevia,era sempre sobre os amores que nunca achei que ia ter,sobre os garotos que me rodeavam,mas eu nunca liguei.
As cartas que sempre escrevi mudou no dia em que te vi,era um dia de chuva,da janela do meu quarto vi você correr,tentando se proteger dos pingos d´água.
Daquele dia em diante,passei a escrever cartas dedicadas a você.
Sonhos,pensamentos,poesias,cartas escritas com muito capricho,esperava um dia ter coragem de me declarar,para poder entrega-las a ti.
Foram longos três anos,escrevendo cartas que se acumulavam na minha gaveta.
Uma amizade começou a surgir entre nós de repente,e as minhas esperanças cresciam cada vez mas escritas no papel.
Mesmo depois que começamos a namorar,as cartas nunca sairam do lugar que sempre esteve,eu continuava a escrever cartas mudas,escondidas de você,para nunca te entregar.
Eram sentimentos meus,sentimentos que eu escrevia,não eram seus,não te pertencia,as cartas eram minhas,por mas que você fosse o personagem principal delas.
Eu as escrevia todos os dias,para nunca te entregar,por que você era meu namorado,mas eu nunca tive coragem de me declarar,e entregar as cartas que um dia eu escrevi para ti.

2 comentários:

  1. esse negócio de escrever e não mandar é estranho, nunca passei por isso e as cartas que nunca mandei foram apenas criadas pra ficar no blog... é um sentimento, necessidade que eu não entendo. :)
    Beijos!

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  2. Oi Jana é um pouco estranho mesmo,mas as vezes a pessoas que escreve cartas e guarda está tendo uma conversa consigo mesmo(a) talvez.
    bjss,obrigado por comentar.

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